A preguiça cansa só de respirar.
A saudade escancara: adoçante, feijao com arroz, til, 433, abraço de mae...
Começa, porém, a valer. Estradas, dormência, Villazon; com o mesmo papel alumínio crio um invólucro que me dê, enfim, uma certa unidade.
Nem por isso o fracionamento é deixado de lado. Cada pedaço tem uma textura diferente. A fome, porém, é a mesma. O tragar da poeira se mistura à doçura grudenta, e deliciosa, da mermelada.
Porra, que vontade de tomar uma cerveja! E ainda faltam cinco horas... E de repente o sono leva a uma outra cidade. Leve vertigem, Potosí, os dedos se consolam com o bolso enquanto os olhos se divertem com as pessoas e criam as primeiras impressoes. O chá repleto de folhas vai goela adentro. "Esse pessoal exagera um bocado, nem é tao ruim assim."
Menos cem metros, mais tudo: La Paz. A altitude perde para a ansiedade de chegar. O destino oco torna a caminhada ainda mais mágica: ladeiras, praças, cuñapes (ai, que vontade!)...
E aí está a beira do lago! O imenso e o finito ultrapassam fronteiras. O desejo de ficar? Transborda. Mas já é dia 30. Novos trajetos, novos ares...
Aguardem.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Um comentário:
fui sentir saudade de voltar quando nasceu minha raiz, antes eu só sentia falta do futuro.
Postar um comentário