quinta-feira, 10 de maio de 2012

Rebentou... E agora?




Substantivo abstrato.
Sem dúvidas, criei, sofri, briguei, morri e desejei. Foi tanto, que senti frio.

O livro foi lançado? Foi, sim, senhor! 
Escrevi tal como ela recomendou? Escrevi, sim, senhora!
Trabalho e resenha quase enviados? Os prazos aplaudiram, sem dúvidas.

Acadêmicos do Salgueiro: nove ponto oito!

“Rebento raro como flor na pedra, rebento raro como trigo ao vento... “
Posso só citar e deixar-me de lado, assim, só um pouquinho? Escrota, dentro do esgoto.

Com alguns corações, ideais, projetos... Eu devia formar umas três ONGs de tanta boa vontade.
Mas não sou assim, não quero sê-lo e não o serei.  A cada sensação de abatimento...
EU REBENTO!

Penso em citar tanta gente que já me sinto em paz.
Ah! Quantos já sofreram em meu lugar!
 Penso em olhar no Google a Elis berrando minha dor.
Finalmente, um grito afinado! 
Nove ponto nove?

“E o coração dizendo: - Bata!”
Ok, farei  isso.
Quando eu assim desejar. Eu disse EU, fui clara?
Sei que estou vivendo,  mas posso esvaziar o copo.


Foda-se.

domingo, 21 de agosto de 2011

a missa do gato

e agora,
me conta?

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

A verdade é que eu sinto falta.

Da barba, do cigarro
Do jeans amarrotado
Da cerveja e do metal

Sinto falta.

Da voz rouca
Do riso contido na fotografia
Do beijo na chuva
Das doze badaladas
Do formigamento
Da gargalhada gratuita
Do reflexo na íris envidraçada

Ah! Eu sinto falta!
Paciência.

Meio (a) termo
Contorno dado
Escrito, escroto, escarrado.

domingo, 8 de agosto de 2010

Brincar.
Sentir o mundo, os objetos, quem está ao redor.
E ser capaz de representar, pôr a fantasia em circulação.
Com regras?
Sim.
Mesmo a mais solitária das brincadeiras tem seus acordos.
Faz parte do jogo.
Os sentimentos passeiam, se tocam, se deixam pegar sem medo.
Afinal

A falha, as negativas, a necessidade de alcançar
Tudo chega com a intensidade
E ainda a fluidez daquilo que pode ir embora quando se muda o trato.

Eu não quis brincar?
Desejei a tarde sob o sol no quintal
O choro pontual de quem vê o novo sonho logo ali

Eu não quis jogar.
Pensei ser capaz de levar a sério e crescer diante do branco
Torná-lo meu, mostrar minha penumbra de tal forma
Que ele a desejasse.

As marcas do pilão foram deixadas.
Eu não quis brincar.
Diante de mim, somente a grande árvore
Incólume ao meu desejo

Ponho meu corpo no chão
Sinto a terra
Como aquilo que me constrói
E que agora me convoca.
Com desejo, temor, euforia, paixão
Completude

E mesmo a pretensa racionalidade do menino que sobrevive ao rio.

Sem abandono
E diante daquilo que não compreendo
Preservo, mantenho-o vivo.

Em meio à certeza do pensamento
Me entrego ao salto no escuro

Dessa vez, é tudo.




quarta-feira, 12 de maio de 2010

Encomenda

Chega a ser esquisito.
Chega? Chega nada. É.
E às vezes tudo o que se quer é isso:

"um verso simples
pra transformar o que eu digo"

Bebel e o menino esboçam um sorriso
E me olham
Ali
Subindo a serra
Tentando encaixar as palavras no sonho carnudo

Por que, afinal, temos que positivar tudo?
Não seria bom apenas sorrir e levitar?
Ou seriam os temores um bom terreno?








Droga! Eu não sei mesmo fazer poesia.

Mas amo.
E acho que isso conta.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Sorriso de quase nuvem
Ações afirmativas

Pra mim.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Um simples "não" desfaz o sonho.
No meio do palacete estava eu, nua, desesperada.
Por que tanta mentira? Pela estética?
Ora! Faça-me o favor!
Não há beleza na miséria.

Uma justificativa, um olhar,
Qualquer coisa que tornasse meu horizonte menos disforme.

Agora chega. Tchau.